quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Inquisição


A noite era fria
A lua sangrava
Brilhando sombria
Ela gritava
Por tuas filhas
Agoniava
Um cântico fúnebre
Anunciava

As nuvens no céu
Não passavam
De um véu
Opaco, tetro, lúrido
E o mundo fitou aquele réu
Em meio ao povo pútrido
Atado a madeira
Sentindo a pele sendo beijada
Pelo calor da brasa
E naquele deitar do sol
Muitos réus tornaram-se cinzas
Ou pederderam suas vidas
Nas cordas, em galhos de árvores secas
Tão secas, sem vida e sem pensamento
Quanto o próprio carrasco

Morte a mentira
Aos verdadeiros demônios
Morte ao controlador
Assassino
Opressor

Vida a quem da vida
Colha o que plantar
Mas se sua terra for putrefata
Não há o que semear
Nem espinhos conseguirá

Não!
Não é pecado
Não é sinônimo
De errado
Se te disseram
Que é perversão
Pense novamente
É só história sobre salvação
Por que sexo
É unção
E pecado é só um jeito
De dizerem que você não tem direito
De fazer suas escolhas

Assim como papai noel
Esta para as crianças más
Se comportarem para ganhar presente
Jesus esta para os adultos tolos
Arrecadarem para as igrejas
Se comportarem e ganharem
A sua salvação

A inquisição não acabou
Queima ainda o fogo da intolerância
Julgamento aumentou
E esse proselitismo
Me enjoa e tanto me incomodou

Veja a sua maneira
Procure a resposta
A história verdadeira
Você sente a incógnita
Não se prenda a crença alheia
Questione e aprenda.

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