segunda-feira, 2 de março de 2015

Telas em branco



Quem dera eu fosse melhor que Picasso
Por que os minutos
Tornaram-se escassos
Quem dera se eu pudesse eterniza-lo
Na tela
Em qualquer espaço
O papel ja virou pouco
O almaço
O toco
Você, moço, não é oco
Não da pra fazer tudo em um só tom
Em um só sopro

Larga mão
Tira o pé do chão
Canta hino de liberdade
Hino de embriagado
Beba de mim
Vem pra perto e eu mostro esse lado

É complô
Fica por perto
Eu posso tramar
É amor
É muito certo
Eu posso mostrar

Chega mais
Na paz
Suave
Vem na boa
Fica atoa
Amar é deixar alguém ama-lo
Amar é sentir alguém alguem ajuda-lo

O mundo é seu
É meu
É nosso
Ferveu
Ardeu
Mudou
E continua no passo
Vê se abre o peito
Abre pra sentir o espaço
Eu não vou forçar entrada
É você que da a sacada
É você que permite a primeira passada

Não vai se perder
To aqui por você
Eu te vejo
Te sinto
Não como casca
Como âmago, instinto

Se perde
Esquece as horas comigo
Imortaliza teu tato na minha pele
Seja mais do que mero sentido.



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