Quem sabe um dia, seja por amor ou pela poesia, você entenda o que eu digo.
sábado, 31 de janeiro de 2015
Exposição.
Eu posso dizer quando foi
Exatamente o dia, a noite
Talvez não a hora, mas começa com 'oi'
Exatamente as falhas
E eu erro teu nome depois
O cheiro estranho da feira
O som do maquinário
Foi mais do que surpresa
Eu me perdi no horário
Não vi muito mais
Que a cor dos teus olhos
Tudo sumiu ao redor de nós dois
So havia você e eu
Chamei você pelo nome do teu irmão
Depois concertei
Pelo menos tentei
Eu sei que as palavras atropelei
Os Deuses sabem que eu corei
Você estava sorrindo
Você sempre está
Mas eu não estava acostumada
Com o jeito que tu fala
Eu não estava preparada
Sinceramente
Para nada
Acho que foi nessa noite
Na feira
Que eu peguei gosto pelo teu sorriso
Que eu peguei nojo pelo teu amigo
Que ja não deu mais certo contentar
Com o que um qualquer podia dar
Foi perdendo a respiração
Perdendo chão e a visão
Que eu percebi
Teus olhos viciam e são minha prisão
Teu sorriso me traga e me tira a razão
Pareceu uma eternidade
Mas foram meros segundos
Me senti nas nuvens, em cima da cidade
Mas estava perto o suficiente de ti
Pra me sentir viva de verdade
E nesse rompante
Nesse ferver
Eu larguei a mão
Deixei tudo descer
Eu não me prendi mais ao chão
Passei a entender
Que era você e não mais a gravidade
Que aqui me segurava desde então
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Universos
Não importa o que aconteça
Na dor
Na morte ou na tristeza
Meu anjo, eu vou te adorar
Por que é assim mesmo
Não é condicional
Como o amor de um gato,
É irracional
Como cão desvairado
Não somos iguais
Não somos parecidos
Não somos nada de mais
Não somos nem amigos
Torna-me então
Tua por inteiro
Por que eu ja sou metade
De tudo aquilo que você representa
Enquanto você estiver ai
Meu peito em brasa viva
Vai rugir
Ja que você está me derretendo
De dentro pra fora eu vou ruir
Simplesmente entenda
Eu sou o infinito
E você o mundo e as estrelas
Qual a minha utilidade
Sem a tua beleza?
Qual a minha vontade
Sem a tua existência?
Teus olhos são minhas constelações
No azul brilhante
As estrelas são as mais belas visões
Que iluminam o vasto negro do meu olhar]
Criadas por magníficos deuses dos mais variados panteoes]
E tão vasto quanto o universo
É essa certeza
De que você preenche meu coração controverso]
De que você, meu sol lua e estrelas
Nunca vai ser tao desconexo
Embora as vezes
Eu tenha que me acostumar
Com teu desacato
Teu modo rude de andar
Mas a ironia meu querubim
É que essa nossa história não vai ter fim
E eu tão descrente teu carinho
Continuo te adorando
Mesmo em anjo nenhum acreditando.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Menina bonita sem laço de fita.
E eu não te conheço
Não faço questão
Não é bem que eu dispenso
Só evito paixão
Não me leva a mal
So deixa passar
Muda teu foco
Uma hora isso vai esfriar
Procura outras, menina
Esquece de mim
Tu tem um bom cardápio
Então não fica assim
Não fica surpresa
Se eu não te procurar
Meu poliamor
Não vai durar
Eu juro pra você
Tentei te segurar mas
Menina, eu amo um por vez
E você não ta cabendo nessa insensatez
Vê se não me obriga
A falar por extenso
Vê se me erra
Procura outro berço
Você é inteligente
Interessante
Persistente
Mas contra ele, tu não foi suficiente
Sei que tu é liberdade
Mas essa minha vontade
De ser um com ele
Inibe tua verdade
Qualquer outra sacralidade
Nem venha perguntar por que
Não sei responder
Muito menos dizer
So sei o que quero fazer
E infelizmente meu plano
Não incluí você
Não faço questão
Não é bem que eu dispenso
Só evito paixão
Não me leva a mal
So deixa passar
Muda teu foco
Uma hora isso vai esfriar
Procura outras, menina
Esquece de mim
Tu tem um bom cardápio
Então não fica assim
Não fica surpresa
Se eu não te procurar
Meu poliamor
Não vai durar
Eu juro pra você
Tentei te segurar mas
Menina, eu amo um por vez
E você não ta cabendo nessa insensatez
Vê se não me obriga
A falar por extenso
Vê se me erra
Procura outro berço
Você é inteligente
Interessante
Persistente
Mas contra ele, tu não foi suficiente
Sei que tu é liberdade
Mas essa minha vontade
De ser um com ele
Inibe tua verdade
Qualquer outra sacralidade
Nem venha perguntar por que
Não sei responder
Muito menos dizer
So sei o que quero fazer
E infelizmente meu plano
Não incluí você
sábado, 24 de janeiro de 2015
Preces a Kali
Ignora-me
Dilacera-me a alma
Abra-me os lábios em lamento
Os olhos contento
Com a tua falta
Tira de mim
O que lhe diz respeito
Pois quando vos vejo
Abro o peito em desejo
Então me dilacera
Me mata, pois
Na minha mente tu impera
Entorpece-mes aos pucos
Me embebeda
Nesse teu tom rouco
Depois me desampara
Some
Me ilude e separa
E em cada figura
Nada fugaz e escura
No teu eu
Masculino e viril
Vivaz e nada sutil
Procuro ve-lo
Senti-lo, te-lo
A cada passo
Sinto o calor no meu peito
Se tornar mais escasso
Por que não me é de direito
Sentir novamente teu abraço
A cada passo
Sinto a dor do momento
Sinto falta de estar no teu peito
Sinto a vontade de ser filha
De Babalon e ter jeito
De quem anda sem precisar
De você ou qualquer relento
Quero teu gosto
Tua alma
teu rosto
Quero teu beijo
Teu sexo
Regozijo
Quero que me tome
Prostre-me e dome
Quero que me tenha
Mostre-me o romper
Da kundalini
Do gozo
Do poder
Explora-me no tantra
Pedaço por pedaço
Torna-me um mantra
Preencha-me em cada espaço
E eu quero você
Tanto quanto posso aceitar
E eu respiro teu ser
Tanto quanto da pra suportar
Então não me deixa
Me ama
Me beija
Por que não posso
Contentar-me com migalhas
Me tornar destroços
Pela tua falta
Faz-me tua
Por que eu o amo
Como so ama a alma obscura
Prova de mim
Envolva-te em minha penumbra
Em tom carmesim
Gemendo rubra
Carinhoso com o teu açoite
Seja torpe
Isola-me na noite.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Dualidade
Eu nao vou te procurar
Nao hoje
Nao mais
Tão pouco
Perder a paz
E eu nao vou te amar
Pelo menos
Nao tanto quanto
odiar
E no extasiar
No romper do véu
No limite
Tocando o céu
Não são nos teus olhos
Que eu vou pensar
Mesmo que seja carne estranha
Sobre mim a pesar
Não é o teu toque
Que nos corpos alheios
Eu vou procurar
Tão pouco o choque
Do teu beijo doce
Nos lábios de outros
Eu vou buscar
E em Beltane
Quando a roda se abrir
E a rosa desabrochar
Não é o teu mastro
Que que vou enfeitar
Então me poupa
Da tua luxúria
Da tua falta de roupa
Então não esquece
Que eu sou lilith
Tanto quanto eva
Que eu sou livre
Tanto quanto sou ela
Não venha você me ditar
Que meu jeito de andar
Que meu ser
Meu amar
É errado
Por que eu sou ela
Que transforma
Transmuta
Que é a terra
Por que eu sou isso
Que desmata
Chora e se agarra
Desapega e se alastra
Por que eu sou
Uma oradora
Um arauto
Das maiores mentiras
Que nao se pode contar
Por que nessa noite fria
Que apaga minhas falácias
Eu necessito te encontrar.
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