quinta-feira, 18 de julho de 2013

Bússola

Ando perdida, sem rumo
Sem olhar ao horizonte
Deixando de lado o ritmo
Que me guiava pelo monte.

Segura na noite
Que fere sem piedade
O dia que se esvai
Na ora do poente

Durmo quando todos vão para o batente
Esteticamente irreverente
aos costumes tão polidos
de nossa sociedade carente

Quando tudo está de pé
Eu me deito
Quando me levanto
O mundo se esvai sob meus joelhos

Levo-me presa
Aos costumes gentis
Do dia desnexo
Na noite serena, de motivos tão compreensíveis.

Sem rumo, sem localidade
Sem bússola ou amizade
Sem caminho ou piedade.

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