quinta-feira, 25 de julho de 2013

Retalhação

Vou me deixando levar
Deixando fluir para longe
A minha própria essência

Acabo me esquecendo
Do que um dia chamei de princípios
Do que um dia nomeei correto
Em motivos de minha própria coerência

Na exatidão do meu EU
Perdi o contato
Me deixei de lado

Joguei-me nos princípios alheios
Como cão encoleirado
Obedecendo ao dono
Como bicho domesticado

Acatei ao incorreto
Ao seu correto
Usurpador!

Quanto tempo achou
Quanto tempo pensou
Que isso duraria?
Que eu sucumbiria?



quinta-feira, 18 de julho de 2013

De que vale o fosco brilho azul dos teus olhos se a escuridão dos meus reflete o brilho da vida?


Bússola

Ando perdida, sem rumo
Sem olhar ao horizonte
Deixando de lado o ritmo
Que me guiava pelo monte.

Segura na noite
Que fere sem piedade
O dia que se esvai
Na ora do poente

Durmo quando todos vão para o batente
Esteticamente irreverente
aos costumes tão polidos
de nossa sociedade carente

Quando tudo está de pé
Eu me deito
Quando me levanto
O mundo se esvai sob meus joelhos

Levo-me presa
Aos costumes gentis
Do dia desnexo
Na noite serena, de motivos tão compreensíveis.

Sem rumo, sem localidade
Sem bússola ou amizade
Sem caminho ou piedade.

A queda de Julieta.



Quando os olhos se cruzam
As fronteiras se embaçam
as almas se perdem
no vasto nada

Se na noite fugir
Ela te buscará
gritando teu nome
romeu matará

No amor inexistente
Sem nexo
Muito mais do que ardente
Muito menos do que sexo

São almas perdidas
Que gritam na noite
Mais escura e fugaz
No gozo do luar .

´´Andei olhando uns textos antigos, limpando algumas memórias empoeiradas de um passado não tão distante. Chorei. Nunca senti tanto orgulho de algo que deixei de ser e tanta incerteza do que me tornei. ``